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Três projetos do IFNMG são aprovados em edital do Conif para enfrentamento à Covid-19

Publicado: Terça, 19 de Maio de 2020, 08h44 | Última atualização em Terça, 19 de Maio de 2020, 08h44

O Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) teve três projetos de pesquisa e extensão aprovados no edital do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) para enfrentamento da pandemia da Covid-19. Os projetos do Instituto receberão, somados, cerca de R$ 350 mil reais para o desenvolvimento das atividades. No total, o edital destinará R$ 6 milhões de reais para projetos de instituições de toda a Rede Federal.

O primeiro projeto, a ser desenvolvido conjuntamente entre os campi Salinas e Janaúba, envolverá diferentes áreas do conhecimento na busca de detectar pessoas sem sintomas mas que estejam com Covid-19; o outro projeto, do Campus Montes Claros, também tem por objetivo detectar pacientes com a doença, mas com um imunossensor; e o terceiro, proposto pelo Campus Pirapora, visa assessorar vendedores e consumidores locais para inclusão no comércio eletrônico.

Detectar para enfrentar

O projeto “Detectar para enfrentar: Monitoramento e diagnóstico de casos oligossintomáticos de COVID-19 através de ferramentas digitais, geoespaciais e moleculares” receberá R$ 125 mil para financiar bolsas, testes rápidos, criação de website e equipamentos de laboratório para “detectar e monitorar casos prováveis de COVID-19 utilizando tecnologias de ciência da informação e de biologia molecular, para gerar um banco de dados georreferenciados que, por sua vez, auxiliará os sistemas de saúde municipais e regionais no acompanhamento da pandemia em tempo real e na tomada das decisões de enfrentamento”.

O projeto conta com a parceria das prefeituras de Salinas e Janaúba e será dividido em cinco fases: elaboração e aplicação de questionário; desenvolvimento de algoritmo para gerar saídas às respostas do questionário; disponibilização dos resultados em aplicativos e websites; georreferenciamento com construção de mapas diários para mostrar às prefeituras onde estão casos prováveis; formação de equipes volantes com profissionais da saúde dos municípios e do Instituto para visitar as pessoas com sintomas ou problemas psicológicos; e testagem sempre que houver indício de infecção.

Vale destacar que pelo fato de uma das principais limitações para enfrentamento da Covid ser justamente não saber quantas pessoas estão doentes, os métodos, os sistemas e a operacionalização deste projeto poderão ser adotados por outras instituições de ensino ou mesmo por prefeituras e gestores de saúde.

O projeto é coordenado pelo professor do IFNMG - Campus Salinas, Filipe Abreu, e conta com uma equipe de mais cinco servidores (Alisson Lopes, Leonardo Humberto, Rafael Correia, Ronaldo Medeiros e Thiago Moreira) e uma ex-aluna (Aline Ferreira) deste campus e dois servidores do Campus Avançado Janaúba (Fernando Barreto e Felipe Cezar).

Criação de imunossensor

O projeto aprovado pelo Campus Montes Claros também visa detectar pacientes com a doença. É o “Projeto de criação de um imunossensor para detecção de pacientes com Covid-19”, que ao final de sua aplicação visa entregar a tecnologia necessária a para construção de um biosensor comercial de baixo custo e maior eficiência para detectar o vírus ou anticorpos específicos para diagnóstico da doença.

O projeto envolve mais duas instituições: a Universidade Federal de Viçosa, que produzirá anticorpos e proteína presente no antígeno da Covid-19; e a Fiocruz que, junto com a UFV, fará os testes de validação positiva e negativa. Ao IFNMG caberá funcionalizar e caracterizar os imunossensores.

Do recurso aprovado para o projeto - R$ 146 mil reais -, a maior parte, cerca de R$ 122 mil, virá para o IFNMG adquirir insumos e equipamentos laboratoriais e financiar quatro bolsas de iniciação científica.

A coordenação do projeto é da professora do IFNMG - Campus Montes Claros, Fernanda de Lima Menezes. A equipe conta com uma professora substituta do Campus, Layane Isabelli da Silva, três pesquisadores da UFV e uma doutoranda da Fiocruz.

Inclusão no comércio eletrônico

Do Campus Pirapora vem o projeto “Inserção de consumidores e de Pequenos negócios no comércio eletrônico - plataforma tecnológica multicanal e assessoria para o fortalecimento do comércio local”, que irá “desenvolver uma plataforma multicanal voltada para inserção de Microempreendedores Individuais, Microempresas e Empresas de Pequeno Porte da cidade de Pirapora/MG no comércio eletrônico e capacitação de consumidores no uso das tecnologia, com vistas ao fortalecimento do comércio local”.

Dos R$ 103.250,00 que o Campus receberá para o projeto, parte será investida na compra de equipamentos - notebook, celular e impressora de código de barras - e parte para custeio, como hospedagem de site, bolsas para estudantes e pagamento de cursos. O projeto será dividido em oito etapas e ao final se pretende inserir 20 pequenos negócios no comércio eletrônico e capacitar 100 pessoas do grupo de risco de contaminação da Covid-19 a comprarem pela internet.

Um dos diferenciais do projeto é que a plataforma tecnológica multicanal de vendas e gestão de pequeno negócio a ser criada poderá ser adaptada e replicada por qualquer pequeno negócio da mesma modalidade no Brasil.

O projeto é coordenado pelo professor do Campus Pirapora, Wallace Trindade, e conta com mais cinco docentes do Campus: Alessandro Ribeiro, Flávio Augusto Santiago, Daniel Rocha Silva, Joaquina Aparecida Nobre e Rosemary Barbosa Moura.

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